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Em Pernambuco, há muito espaço para o crescimento do mercado de shoppings, com perspectivas positivas e oportunidades para quem está disposto a investir no setor.

Além da inauguração de um grande shopping center, o mercado pernambucano registrou, nos últimos meses, a ampliação de outros empreendimentos e o anúncio da chegada de novos shoppings em vários locais da Região Metropolitana do Recife e do interior. Diante do aquecimento desse setor, uma dúvida parece surgir naturalmente: há espaço para tantos shoppings ou o potencial do mercado está sendo superestimado?

Em artigo anterior publicado na Coluna da Rede Gestão, destaquei um dado fundamental para compreender essa questão. Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), as vendas em shoppings representam apenas cerca de 20% do varejo brasileiro, enquanto nos Estados Unidos esse percentual chega a 70%. Reforçando esse potencial, temos ainda o crescimento do consumo interno, com o aumento da renda média do brasileiro e a entrada de milhões de pessoas no mercado consumidor. Além disso, há os bons resultados do segmento. Os shoppings atualmente em operação têm ótimos índices de desempenho, com alto crescimento das vendas, baixa vacância e inadimplência também reduzida.

Pelo lado dos lojistas, percebe-se um grande número de redes varejistas precisando crescer. O nosso sistema de franquias, que tem obtido excelentes resultados, continua oferecendo boas oportunidades para quem quer entrar no varejo e/ou diversificar os negócios e investimentos.

Ou seja, há, sim, muito espaço para o crescimento do mercado de shopping centers, com perspectivas positivas e muitas oportunidades para quem está disposto a investir no setor. Como, por exemplo, os novos formatos de shoppings — outlets, vizinhança, temáticos, entre outros —, que, embora sejam uma forte tendência mundial, ainda têm presença tímida no Brasil.

Contudo, a concorrência vai aumentar bastante e os empreendimentos deverão se esforçar cada vez mais para alcançar os seus diferenciais competitivos. Na realidade, já estão fazendo isso. Os shoppings têm realizado altos investimentos, buscando projetos modernos e agradáveis, com um bom mix de lojas e serviços. Percebe-se que o nível de exigência tem crescido. Os novos projetos precisam cumprir uma série de regras formais e subjetivas, a fim de atender melhor o público e contribuir para um desenvolvimento sustentável do entorno do local onde será instalado. O novo consumidor, mais bem informado e também mais exigente, está atento a essas questões. A preocupação com as ações socioambientais tem crescido também por ser uma nova demanda desse novo cidadão/consumidor.

Por fim, deverá haver uma descentralização ainda maior da presença da indústria de shopping centers. Hoje já existem mais lançamentos no interior do que nas capitais. Novos formatos surgem para atender a áreas periféricas das grandes regiões metropolitanas, com grande potencial, porém ainda “desabastecidas”. A sensação de que existem shoppings em excesso, na verdade, parece estar restrita aos consumidores que já utilizam esse equipamento há muitos anos. Para quem mora em um bairro distante e agora tem renda para consumir, a notícia da chegada de um shopping é uma grande novidade, que abre inúmeras possibilidades de compra, lazer e serviços com maior praticidade e comodidade. Um grande mercado, com infinitas oportunidades para todos.

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